Observatório Ítaca

De olho no mundo, com a boca no trombone

A História da Escravidão


A escravidão, o ato social de um ser humano impor direitos próprios sobre outro por meio da forca, já existe desde 6800 A.C , quando, os donos de grandes propriedades da Mesopotâmia capturavam inimigos em guerras e os forçavam a trabalhar em sua propriedade, transformando-os em escravos. Na época de 550 A.C, o auge de poderio de escravos foi da poderosa cidade-estado grega de Atenas, na qual mantinha 30 mil escravos trabalhando em suas minas de prata. Em 120 D.C., em Roma, os escravos foram levados ao exercito romano, em companhas militares. De acordo com algumas estimativas, a população escrava combatia a metade da população de Roma.
Em 1444, foi o auge do comércio escravo pelo oceano Atlântico, na qual os portugueses passaram a trazer grandes levas de escravos da África Ocidental para a Europa, fazendo assim outros países adotarem esta pratica. Porém, esse comércio escravocrata logo acabou em 1787, com a criação da Sociedade para a Abolição do Comércio de Escravos, criado na Inglaterra. Muitos historiadores dizem que essa campanha ocorreu somente por interesses próprios da Inglaterra, porém foi surpreendente a grande participação da população. O primeiro país a abolir a escravidão foi a Dinamarca em 1803 quando a lei de 1782 entrou em vigor. Essa lei proibia o comércio de escravo pelos dinamarqueses e para acabar com a importação de escravos em domínios dinamarqueses.
De acordo com o Ato de 1833, a fábrica do Parlamento britânico estabelece um dia normal de trabalho na manufatura têxtil. A lei proíbe o emprego de crianças com menos de 9 anos de idade e limita a jornada de trabalho das crianças entre as idades de 13 e de 18 a 12 horas. A lei também prevê a inspeção do governo de condições de trabalho.
Após uma grande batalha dos abolicionistas para acabar com a escravidão no Brasil no século XIX, em 1888 foi decretada a Lei Áurea, que tinha por finalidade libertar todos os escravos que dependiam dos senhores de engenho e da elite cafeeira. Como regente do Brasil na época, a Princesa Isabel foi a responsável por assinar a Lei Áurea, depois de diversas tentativas empenhadas pelos integrantes da Campanha abolicionista, que se desenvolvia desde 1870. De todos os países do continente americano, o Brasil foi o último a abolir a escravidão. Ainda hoje, mais de um século depois de aprovada a Lei Áurea, o regime escravocrata ainda resiste em lavouras e grandes pedaços de terra. Com a Lei Áurea, o Brasil libertou 725 mil escravos.
Mesmo após a abolição da escravidão, hoje em dia ainda consta que existem por volta de 27 milhões de pessoas em condições de escravidão, isso equivale a aproximadamente 2,6% da população mundial, porém, nos dias atuais não existe mais a compra e venda de pessoas. Estas pessoas são forcadas a trabalhar sob ameaça de violência, e em troca disso, recebem apenas o mínimo de alimentação necessária, apenas para deixa o ¨escravo¨ vivo e apto para o trabalho, ou as vezes não ganham absolutamente nada em troca.
Estes trabalhos escravos acorrem tanto em países pobres quanto nos países desenvolvidos, tanto nas áreas rurais, quanto nas urbanas, e tudo isso é fruto da grande desigualdade social e das brandas leis impostas por alguns países em relação a condição do trabalho. O trabalho escravo só tem a prejudicar tanto o país e/ou a empresa que aderi esta pratica.
Fernando Morinaga- nº4
Gustavo Picelli- nº7

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Publicado em junho 4, 2013 por .
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